05 janeiro 2015
Reflexão / Resenha sobre o livro ''Cidades de Papel'' de John Green
Terminei hoje a leitura do livro Cidades de Papel ( Paper Towns ) de John Green. Sabe, no início eu não achei o livro tão empolgante ... Porém quando fui me aprofundando mais na leitura, percebi o que John Green planejou para seus leitores.. Não apenas uma aventura, uma investigação, baile do colégio, mas com a sua simplicidade de escrita, colocou filosofias importantes no livro, não daquelas socráticas: ''Só sei que nada sei'' , que são para muitos motivos de dúvidas na interpretação... Colocou observações sucintas sobre o que somos, além do que queremos que os outros achem que somos ou a ideia que eles têm de nós. O livro, sobre a história de Margo Roth Spiegelman e Q. ou Quentin Jacobsen, dois personagens, misteriosos como todos de John... Um garoto que desde criança tem uma paixão platônica por sua vizinha, quando crescidos ela se torna uma das populares do colégio e ele mais um dos nerds... Mas a história dos dois, separada à varis anos, se junta novamente quando ela chega de ninja no quarto de Q e o convida para se vingar de alguns ''amigos'', não tão amigos assim... Depois dessa noite, ela some...E é então que Q reúne os amigos (Ben, Radar e Lacey) para procurar Margo por meio das pistas que ele acredita que ela as deixou... Diálogos hilários, tudo para um livro com a marca de John Green.. Na nota de 0 à 10 eu dou 8. Para finalizar, faço a minha reflexão: Seja sempre você, mesmo que em uma cidade de papel, não seja uma pessoa de papel, que os outros podem emoldurar do jeito que querem, nem espelhe nos outros aquilo que você acha deles, você não conhece eles, ninguém conhece o íntimo de cada um... Esperar que as pessoas nunca nos decepcionem é bobagem, esperam que as pessoas sejam algo além do que pessoas é bobagem... Isso não existe... Pessoas são só pessoas e você é apenas você, ninguém mais... Seja sempre você ! E vamos esperar o filme... Com Cara Delevingne de Margo e Nat Wolff de Quentin.
“Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável.”
“Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável.”
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